EDITORIAL | "Todos somos Liberdade"

Caro Leitor,

Hoje, o editorial número zero deste jornal, é-lhe dedicado integralmente. Particularmente, vivemos um dia especial: o nascimento de uma publicação é sempre motivo de grande importância para o país que trilha o caminho da liberdade. O nascimento de dois jornais é um motivo de satisfação redobrada. Sendo assim, viemos aqui manifestar o nosso comprometimento com o fortalecimento da democracia em Cabo Verde.

Sendo um país cujo edifício democrático se encontra numa fase construtiva, é absolutamente importante que haja publicações, digitais ou impressos, audiovisuais ou telemáticos, que pugnam pelo pluralismo de ideias, defendendo as proliferação das diferentes correntes de opinião que operam no tecido social cabo-verdiano. A democracia, como o corpo humano, precisa de 'oxigénio'... e o seu 'oxigénio' é a liberdade. Esta conhece a sua expressão máxima na expressão pública através dos mass media, traduzindo em liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade de comunicação e liberdade de pensamento. O país que não uso toda a fonte florescente de pensamento que concorre para a melhoria das condições de vida em sociedade tem, sempre, algo a perder. Disperdiça oportunidades. Dispende energias. Não consegue alcançar o patamar que alcançaria se tivesse todas as suas 'forças pensantes' juntas, remando numa mesma direção, que passa pela construção de um espaço coletivo de realização pessoal, profissional, social e moral.

Começamos por dizer que hoje é um dia especial. Acabaram de nascer dois jornais: o Jornal Arquipélago e o Diário de Negócios. o primeiro é um diário eletrónico de base generalista, que não olha para as fronteiras das temáticas que aborda, submetendo-se aos ditames da lei, da ética, da moral pública e da deontologia profissional do jornalismo. O segundo é um diário eletrónico especializado no ramo da economia, negócios, finanças, banca, seguros, comodities e segmentos afins. Também promete operar, dentro dos quadros da Lei da Comunicação Social, da Ética, da Moral pública e os ditames deontológicos que estabelecem os quadros da prática do jornalismo num país de liberdade e de democracia.

Todos sabemos que o jornalismo é uma atividade que, como qualquer outra, implica custos. E todos sabemos que a fatia do mercado publicitário - o segmento ao qual se vincula o financiamento da comunicação social privada em Cabo Verde - é praticamente inexistente, mormente quando se trata de publicações que operam no domínio eminentemente digital. Todos sabemos que tudo isso é verdade. Mas, todos sabemos, também, que não podemos desistir de sonhar, sob pena de Cabo Verde perder graça como país. Todos sabemos que não podemos desistir de lutar. Todos sabemos que temos que estar disponíveis para 'meter a mão na massa' e construir um país cada vez melhor, mais desenvolvido, mais moderno, com novas concepções estéticas e alinhado com as tendências das sociedades abertas, globalizantes e modernas.

As publicações Jornal Arquipélago e Diário de Negócios estarão abertas a ideias inovadoras, criando espaços de participação cívica, quer para jovens que incorporam valores importantes que precisam de ser projectados, como adultos com experiências que poderão constituir faróis para os caminhos e as opções da sociedade. Por isso, serão publicações abertas à participação de pessoas e vozes diferentes, sem considerações de fronteiras de cor política, raça, religião, sexo, estatuto social ou outro. O elemento essencial a ser considerado aqui é a qualidade do texto e o respeito pelas pessoas e instituições, pelo que os jornais não se permitem transformar em espaços de assassinatos de carácter das pessoas.

O objectivo essencial é alargar o espaço público e o debate em torno de questões colectivas e não da vida das pessoas. Portanto, estão convidados a participar nos nossos jornais e sejam a voz que a sociedade necessita para um melhor Cabo Verde.

A Redação.