Bêbe nasce “grávida” na Colômbia

Bêbe nasce “grávida” na Colômbia

Um bêbe de seis semanas, passa por cirurgia, para retirada de feto parasita - um caso muito raro. 

O caso aconteceu ontem 17 de Novembro, em Branquilla na Colômbia, onde nasceu a bebé “grávida”, que passou por cirurgia para retirada do feto parasita.

Segundo as informações avançadas, pelo Jornal de Brasília, os sintomas, nesses casos, são mormente, inchaço e dor no local.  Preliminarmente, os exames comprovam a possibilidade de um tumor, mas com as características de ossificação dentro da massa, foi levantada a possibilidade diagnóstica de FIF (fetus in fetu, em português, feto a feto ). Por se tratar de um caso obscuro, a equipe do HRSM encaminhou a criança para o Hmib, que é o Hospital Referência em Cirurgia Pediátrica. Alí o bebê foi operada, por uma  equipe formada por quatro cirurgiões, um anestesista, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O procedimento durou cerca de duas horas e transcorreu com tranquilidade. “Feto a Feto”, é uma condição muito rara, uma  condição que estima-se a sua ocorrência, em cerca de um em cada 500 mil nascimentos. 

Segundo relata o Jornal de Brasília,  Evelyn já está em casa.

De acordo com o mesmo jornal, o cirurgião pediátrico, Acimar Cunha Júnior, referência técnica assistencial da Unidade de Clínicas Cirúrgicas Pediátricas do Hmib, afiança, que, em casos assim, o gêmeo parasita não tem um corpo humano definido. No caso da bebê operada, o feto se encontrava próximo ao intestino delgado, e foi retirado e analisado pela área de patologia da Unidade, que identificou o baço bem definido, fígado e articulações.

O mesmo ainda realça que,  este é um caso raro. “Tivemos apenas três casos assim no Distrito Federal”, relata Acimar. O médico explica ao Jornal Brasília, que, no mundo, há conhecimento de pouco mais de cem episódios publicados na literatura médica. Os dois outros casos relatados no DF foram diagnosticados no próprio Hmib e no Hospital Universitário de Brasília. Os primeiros casos descritos de fetus in fetu, no mundo, ocorreram em adolescentes.

O jornal, revela que esta condição pode acontecer, em gravidez de gêmeos e se dá da seguinte forma: um dos fetos engloba o outro para sobreviver e passa a se alimentar do sangue e da energia do par como um parasita, porém não possui órgãos essenciais desenvolvidos para evoluir, o que o impede de sobreviver fora do organismo hospedeiro.

 

P.G.V/Jornal Arquipélago 2020