NOVIOLET BULAWAYO | Escrever Zimbabué nas Páginas do Mundo

NOVIOLET BULAWAYO | Escrever Zimbabué nas Páginas do Mundo

É o pseudónimo de Elisabeth Zandile Tshele, uma escritora do Zimbabué que tem tido muito sucesso e vem acumulando vários prémios ao longo de sua carreira literária.

Nasceu no dia 10 de Dezembro de 1981, em Tsholotsho, uma cidade do Zimbabué que fica situada na Província de Matabeleland Norte. Porém, cresceu e passou grande parte da sua vida no distrito de Bulawayo.

O nome Noviolet Bulawayo surgiu da vontade de honrar a sua mãe e a sua cidade. Violet era o nome da sua mãe, que faleceu quando ela tinha apenas 18 anos de idade. Ao adotar o nome dela, juntou-lhe um prefixo: “No”. Na língua sul-africana significa “Com”. E o apelido Bulawayo veio do desejo de se conectar com a sua Cidade, mesmo estando longe fisicamente devido aos estudos.

Em termos de educação, Noviolet estudou na escola Njube High School e, depois, na escola Mzilikazi High School, que ficam localizadas em Bulawayo. Na juventude, partiu para os Estados Unidos e terminou os seus estudos secundários na escola Kalamazoo Valley Community.

Licenciou-se na Universidade pública Texas A&M University - Commerce. Fez um mestrado em Belas Artes pela Cornell University e foi agraciada com uma bolsa de estudos Truman Capote.

Em 2011, ganhou o prémio Caine Prize com o seu livro “Hitting Budapest”, conto que originou o seu romance de estreia “We Need New Names”. Este é um romance que conta a história de Darling, uma menina de dez anos que tem a sua casa destruída violentamente a mando do governo e sonha sair do Paraíso para morar nos Estados Unidos. Darling consegue realizar o seu sonho e a partir desse momento. Enfrenta novos desafios nesse país.

O livro segundo da autora foi escrito durante o período em que o seu país estava arruinado por causa da liderança. O livro é uma forma de mostrar a importância de repensar a vida e os seus caminhos, pensar nas coisas e na forma como elas devem ser feitas. O livro também trouxe um olhar mais profundo sobre a situação dos imigrantes e os seus desafios e foi selecionado para o “Man Booker Prize” (2013), “Guardian First Book Award” e finalista do concurso “Barnes & Noble Discover Award”. Ainda venceu o prémio “Etisalat Prize for Literature” e “Los Angeles Times Book Prize”.

Com a nomeação para o “Man Booker Prize” (2013), Noviolet Bulawayo tornou-se na primeira escritora zimbabueana a receber tal distinção.

Além dos livros já mencionados, Noviolet escreveu outros livros como “A Neve e as Goiabas” (2013), Snapshots (2014), “Granta#3 Jakt” (2014) e “Country Country” (2020).

 

Celine S. Embana | Colunista