Cabo Verde Airlines Diz Não Ter Abandonado Trabalhadores

Cabo Verde Airlines Diz Não Ter Abandonado Trabalhadores

A aérea nacional Cabo Verde Airlines (CVA) ressurge depois de um longo período de silêncio, deixando uma teia de incertezas sobre o futuro dos transportes aéreos com companhia de bandeira cabo-verdiana, para dizer que "não abandonou" os seus trabalhadores. Pelo menos, é o que assegurou o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa cabo-verdiana, assegurada, no seu capital, por empresários islandeses.


Erlendur Svavarsson, PCA da CVA, afirmou à Agência Lusa que a empresa está em processo de liquidação dos salários dos trabalhadores, que, segundo os prognósticos, poderá ficar concluído até à próxima semana. Este é um sinal positivo de uma companhia que recentemente apresentou alguns sinais de ‘stress’ na relação com as autoridades cabo-verdianas. Por agora, a administração já começa a falar na possibilidade de regresso ao mercado, logo que estiverem reunidas todas as condições sanitárias.

Considerando que estão em processo de preparação da companhia aérea para o retorno ao mercado, a Administração da aérea cabo-verdiana afirmou à Lusa que “as condições de saúde, segurança e financeiras dos funcionários da companhia aérea são de suma importância. Foi aprovada uma prorrogação do regime de ‘lay-off’ implementado pelo Governo de Cabo Verde, pelo que já podem ser tomadas medidas que reflitam essa realidade”.

Recorde-se que, de entre todos os sectores da atividade económica, as de turismo, lazer e transportes aéreos são as mais afetadas pela crise mundial provocada pela pandemia do novo coronavírus. As incertezas são muitas e, enquanto não se encontrar uma vacina que resolva o problema, o negócio desses setores não regressa a cem por cento.

A Cabo Verde Airlines é detida maioritariamente por Loftleidir Cabo Verde, empresa do universo Loftleidir/Icelandair, que adquiriu, em Março de 2019, 51 por centro da empresa cabo-verdiana, prometendo à época pagar 1,3 milhões de euros (143 mil contos) e investir 6 milhões de dólares na capitalização da empresa. Nessa operação, coube ao Estado cabo-verdiano assumir as dívidas antigas da TACV.