LISBOA | Faculdade de Direito Suspende Professor por Comparar Feminismo ao Nazismo

LISBOA | Faculdade de Direito Suspende Professor por Comparar Feminismo ao Nazismo

A notícia é do diário português Público, que dá conta que a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa decidiu pela suspensão de um professor, que comparou o Feminismo ao Nazismo. A mesma fonte informa que, em setembro, a direção daquela escola jurídica analisou os programas das disciplinas, verificando que, no âmbito das cadeiras lecionadas pelo docente em causa, ensinava-se que a ‘violência doméstica’ como equivalente à ‘disciplina doméstica’ e a “advocacia dita ‘de género’ ou ‘de violência doméstica’” como ‘torto contra a família’.

 

 

O que desencadeou o processo disciplinar contra o professor Francisco Aguilar é sobretudo a mediatização que o assunto teve na imprensa portuguesa. Lecionando cadeia de Direito Penal na Universidade de Lisboa, Francisco Aguilar equacionava o feminismo em moldes equivalentes ao nazismo. Isto, em cursos de Mestrado da Faculdade de Direito de Lisboa. Teve um processo disciplinar, a suspensão das aulas. “A informação foi avançada ao PÚBLICO pelo secretariado daquela faculdade na tarde desta quarta-feira. A mesma faculdade, porém, não adiantou o motivo oficial da suspensão apesar de ter sido questionada pelo PÚBLICO”.

A Plataforma Media dá conta de alguns eixos centrais do pensamento do professor de Direito, Francisco Aguilar: “O verdadeiro privilégio que existe no Ocidente é o privilégio da mulher perante o homem”; “as mulheres cospem no prato – a civilização ocidental, designadamente o cristianismo – que não apenas lhes deu de comer mas que permitiu a sua ascensão”; “[a aversão aos homens] ocorre na grande maioria das mulheres, por força da tendencial não superação da inveja do pénis”; “os filhos sem pai, isto é, sem disciplina moral que lhes é imposta pelo pai, tendem a ser sociopatas”; o “feminismo político” é o “mais criminoso regime da história”.

O pensamento confinado aos excertos supracitados foi publicado na revista de Direito Civil da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Num documento de 57 páginas, o professor debruça sobre o ‘feminismo político’, visto como ‘nazismo de género’.