PERFIL | Lena Andrade: Uma Mulher Com Câncer, que Nunca se Sentiu Doente

PERFIL | Lena Andrade: Uma Mulher Com Câncer, que Nunca se Sentiu Doente

Foi num dia depois da festa Natalícia que nasceu a guerreira Lena Andrade, numa das ilhas mais populosas e turísticas de  Cabo Verde, localizada no grupo do Barlavento, na zona noroeste do arquipélago.

Lena Andrade, desde sempre, foi uma pessoa saudáve e amável, até aos dias de hoje. A fase mais marcante da sua vida foi a de criança, como as brincadeiras, convivências, o que hoje quase já não existe. É uma pessoa crente, amável e cheio de fé, que se sente apoiado tanto pela força divina, como  por todas as pessoas que a circundam.

Embora natural de São Vicente, viveu dez anos na ilha de Santiago. Mãe de três filhos, Lena Andrade, numa certa altura de vida, teve a sina de deixar os seus filhos para trás, para fazer o tratamento de câncer de mama em Portugal, procurando resgatar o bem mais precioso de um ser humano, que é a vida.

Vive em Portugal há sete meses devido ao tratamento. Já teve quase um ano a fazer tratamento injetável ultra-mascular. Neste momento, está a fazer o tratamento através da fisioterapia. Daqui a quatro dias, começa o seu novo tratamento de radioterapia.

Lena não esteve sozinha. Travou a doença ao lado de uma amiga, que enfrentou o mesmo “bicho”. A amiga foi derrubada pelo câncer.

Depois de ser invadida por esta doença, ainda teve a triste infelicidade de perder uma amiga derrubada pelo câncer, um momento mais triste e doloroso da sua vida. Contudo, esta fase não a desencorajou. Muito pelo contrário. Ganhou mais coragem e força para enfrentar os medos e desafios.

Assim como todos, tem um grande sonho: quer reunir condições para, um dia, criar uma fundação, afim de ajudar todos os pacientes oncológicos. Mesmo passando por dias menos bons, ainda encontra força em suficiente para encorajar as pessoas que enfrentam a mesma luta.

Depois de descubrir o câncer, Lena passou a valorizar mais a vida e as pessoas. A vida começou a fazer mais sentido, passou a valorizar mais a si mesmo. Hoje, esta guerreira vive como se não existisse o amanhã.

PGV/Jornal Arquipélago