Ativista Joshua Wong e outros Dois Ativistas Condenados

Ativista Joshua Wong e outros Dois Ativistas Condenados

O ativista Joshua Wong e outros dois ativistas foram condenados a cumprir meses na prisão por ter organizado e incitado um protesto fora da sede da polícia no ano passado.

Joshua Wong é um ativista chinês que ficou famoso após protestar contra a lei da extradição de Hong Kong, em 21 de junho de 2019. Foi o Secretário-Geral do partido pró-democracia Demosistō.

 

Demosistō (em chinês: 香港眾志) é uma organização pró-democracia que defende a autodeterminação e independência de Hong Kong.

O jovem foi considerado pelas revistas "Time", "Fortune" e "Foreign Policy" como uma das pessoas mais influentes do mundo.

O ativista foi condenado, hoje, a 13 meses de prisão por incitar manifestantes a invadir um quartel.

Igualmente, foram condenados os ativistas Agnes Chow e Ivan Lam a dez anos e sete meses. Agnes Chow foi acusada de incitar e participar do protesto, enquanto que Ivan Law foi acusado de incitação.

O trio estava sob a custódia das autoridades chinesas desde 23 de novembro e foram transferidos da prisão para o tribunal para a escuta das sentenças. O Tribunal de Magistrados de West Kowloon foi ocupado por apoiantes que mostraram o seu apoio e admiração ao trio nesta quarta-feira.

A sentença desta quarta-feira marca a quarta vez que Joshua Wong será preso e é, no entanto, a maior pena recebida pelo ativista.

Situação diferente vive Agnes Chow que enfrenta a prisão pela primeira vez. Numa carta postada antes da sentença, Chow dizia que estava a sentir-se indisposta e preocupada com a grande possibilidade que tinha de receber uma pena de prisão. O tribunal pronunciou-se, dizendo que essas sentenças visavam salvaguardar os interesses do público.

O diretor regional da Ásia-Pacífico da Amnistia Internacional, Yamini Mishra, declara que, mais uma vez, a política acusou pessoas que estavam a protestar pacificamente.

E realça que a condenação de grandes nomes do movimento de Hong Kong serve como um aviso para os que querem protestar contra o governo.

Adiciona que os casos isolados de violência não devem ser atribuídos aos organizadores do movimento ou da Assembleia em geral.

 

CES/ Jornal Arquipélago