PIOR DIA DA PANDEMIA EM PORTUGAL | 1646 Casos Positivos e 4 mortes

PIOR DIA DA PANDEMIA EM PORTUGAL | 1646 Casos Positivos e 4 mortes

A comunicação social portuguesa põe a tónica no facto de hoje ser o pior dia da pandemia em Portugal, deste a chegada do novo coronavírus ao país, no início deste ano. Não é o dia em que se registou o maior número de mortes (cinco, ao todo), mas é o dia em que se registou o maior número de casos positivos: 1646. Isso significa que, neste momento, o país está a saltar de picos em picos ascendentes, sendo que, nos últimos dois dias, registaram-se, por duas vezes, os segundos piores dias. Hoje, o número de infeções chegou onde ainda não tinha chegado. Ontem já se começava a falar do facto de alguns hospitais estarem a se aproximar do seu ‘estoque de capacidade de respostas’. Com os números de hoje, esta situação mostra-se mas evidente.

 

 

A Direção dos Hospitais de Portugal, a Direção Geral de Saúde e o Ministério de Saúde têm motivos de preocupação. O novo coronavíus está num pico ascendente e se Portugal não conseguir travar esta subida nos próximos dias terá que criar novas capacidades de resposta nos seus hospitais. O dia de hoje deixou soar o sinal de alerta. Há 831 hospitalizados e este número cresce dia por dia. Registam-se 56 dias consecutivos em que o número dos infectados aumentam. Não há sinal de abrandamento e hoje esse número já ultrapassou a barreira dos 30 mil e há focos de zonas epicêntricas da pandemia nas regiões de Lisboa, Vale do Tejo e Norte do país.

 

Marta Temido, Ministra da Saúde de Portugal

 

As autoridades sanitárias portuguesas estão preocupadas com as festas. É onde se regista o maior número de infeções (67% dos casos positivos, segundo o estudo epidimiológico do Ministério da Saúde de Portugal), na medida em que as pessoas não tomam as devidas providências, não se faz o distanciamento social e, quando há álcool pelo meio, a capacidade de discernimento amortece. Por isso, o próprio Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já chamou atenção para o facto de este ano o Natal ter de se diferente. Marcelo Rebelo de Sousa pediu que se evite ajuntamento de pessoas e, se for necessário, é preciso dividir a festa em vários núcleos familiares separados.

O novo coronavírus apareceu na China, em Dezembro do ano passado. Entre mortos e infetados, já se contam milhões. Em Portugal, existe uma considerável comunidade cabo-verdiana que ali reside.