"Vacina da AstraZeneca é Segura e não está Ligada a Aumento de Casos de Trombose", diz Agência Europeia

"Vacina da AstraZeneca é Segura e não está Ligada a Aumento de Casos de Trombose", diz Agência Europeia

A diretora-executiva da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Emer Cooke, reafirmou a utilidade e a eficácia da vacina da AstraZeneca/Oxford no combate à pandemia do coronavírus. “Esta é uma vacina segura, seus benefícios na proteção de pessoas sob risco de COVID-19 vão muito além de seus riscos potenciais”, afirmou a dirigente. 

“A vacina não está ligada a um aumento dos casos de trombose”, acrescentou ela. A informação foi afimada na entrevista coletiva desta quinta-feira (17), em Amsterdã.

A Agência reguladora europeia foi convocada a fazer uma reavalização do imunizante de Oxford após a notificação de casos raros de formação de coágulos no sangue em pessoas que receberam a vacina e de entre 20 milhões de pessoas imunizadas somente cerca de três dezenas aparaceram com caso de coágulos. Esses incidentes levaram vários países a suspenderem a vacinação com o produto do laboratório anglo-sueco, principalmente na União Europeia.

De facto, houve um número pequeno de distúrbios hemorrágicos “incomuns e raros, porém muito graves” que foram relatados, disse Cooke. A institiução acredita, por ora, que “não pode excluir definitivamente” um vínculo com esses casos, mas reitera que benifícios de utilização da vacina vão muito além do riscos.

Diante disso, a Agência Europeia "recomenda adicionar um aviso ao folheto da vacina AstraZeneca" sobre potenciais efeitos adversos, indicou na coletiva Sabine Strauss, presidente da comissão de segurança da EMA, para que "as pessoas vacinadas conheçam os sintomas (de tromboses) que devem chamar sua atenção”. Na prática, o imunizante segue liberado para aplicação no bloco.

Cooke iniciou sua intervenção afirmando que "continua sendo muito importante monitorar os efeitos colaterais de perto, a fim de atualizar as informações para as pessoas que desejam ser vacinadas".

“Quando se vacina uma grande população, não é incomum que ocorram casos raros de patologias. O importante é detectar esses incidentes e investigá-los rapidamente para determinar se eles são coincidências. Estamos empenhados em investigar imediatamente os possíveis efeitos colaterais”, concluiu a diretora da EMA.

Mais cedo, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde (MHRA) do Reino Unido afirmou, nesta quinta-feira, que não encontrou nenhuma relação direta entre as vacinas contra a COVID-19 da AstraZeneca/Oxford e da Pfizer/BioNTech e a formação de tromboses. 

"Nossa revisão minuciosa, ao lado da avaliação de importantes cientista independentes, mostra que não há evidências de que os coágulos de sangue nas veias aconteçam mais do que seria esperado na ausência de vacinação, para nenhuma das vacinas", afirmou a diretora-executiva da MHRA, June Raine.

OMS recomenda continuidade da vacinação e dará seu parecer na sexta-feira.

DSM/Diário de Negócios/ c/RFI| Cabo Verde - Palmarejo Grande | 2021