O MEU MANDATO EM 10 PONTOS - Silvino Lopes Évora

O MEU MANDATO EM 10 PONTOS -  Silvino Lopes Évora
QUANTOS TERRENOS GANHEI? QUANTO DINHEIRO FACTUREI A PRESTAR SERVIÇOS À Câmara MUNICIPAL?
 
Há uma ideia corrente, na sociedade cabo-verdiana, de que as pessoas que vão para as autarquias vão lá para se enriquecerem. A voz corrente diz que os que vão para as Câmaras Municipais vão lá para ‘comerem o dinheiro do povo’. Os que vão para as Assembleias Municipais, enquanto órgão deliberativo, o entendimento é que vão participar em negociatas, usando o seu poder de viabilização de alguns ‘negócios’ das Câmaras Municipais. Por isso, terminando um mandato de quatro anos, ponho a nu a minha participação nas decisões-chaves para a vida do Município e estou disponível para qualquer tipo de escrutínio neste aspeto. Não falo por outros, falo por mim. E, assim, vou resumir em dez pontos quantos terrenos ganhei durante estes quatro anos e quanto dinheiro faturei a prestar ou mandar prestar serviços à Câmara Municipal.
 
1. Durante os quatro anos de mandato, não adquiri, por nenhum meio, qualquer tipo de terreno, agrícola, habitacional, turístico ou outro, no Município do Tarrafal;
 
2. Tenho, no Tarrafal, um único terreno com destino habitacional, registado no meu nome, adquirido, em 2015, portanto, um ano antes de eu ter assumido a Assembleia Municipal;
 
3. Durante os quatro anos de mandato, ninguém da minha família – irmãos, irmã, pai, mãe, tios, tias, amigos próximos, qualquer que seja que eu conheça, adquiriu ou foi beneficiado com lotes de terrenos no Município do Tarrafal;
 
4. Durante os quatro anos, não vendi, nem intercedi no processo de venda ou aquisição de terreno de ninguém. Em casos em que as pessoas me solicitaram informações sobre os terrenos (modos de aquisição, disponibilidades), coloquei-as em contacto direto com o Senhor Secretário da Câmara Municipal;
 
5. Durante estes quatro anos, não prestei nenhum serviço à Câmara Municipal do Tarrafal. Colaborei com a Câmara Municipal, tendo prestado alguns serviços no mandato 2012-2016, mas, quando concorri, em 2016, a Presidente da Assembleia Municipal e ocupei o cargo, deixei de prestar qualquer serviço à Câmara Municipal do Tarrafal;
 
6. Durante o mandato 2016-2020, não criei nenhuma empresa em nome de amigos ou familiares para negociar, com a Câmara Municipal, serviços para essas possíveis empresas;
 
7. Durante o mandato 2016-2020, não usei a viatura do Município do Tarrafal para assuntos que não fossem reuniões com a Câmara Municipal, trabalhos da Assembleia Municipal, visitas no terreno para contactos com a população, sessões da Assembleia Municipal, conferências dos representantes, reuniões de preparação das sessões, viagens de representação do Município, etc. Nunca tive um carro à minha disposição, enquanto presidente da Assembleia Municipal, e nem fiz a questão de o ter. No Município, quando não estava em trabalho da Assembleia Municipal, sempre andei na minha viatura pessoal ou nos transportes públicos, ou de bicicleta, ou a pé, ou à boleia de amigos;
 
8. Não poucas vezes, durante o mandato de 2016-2020, usei a minha viatura pessoal para ir a trabalho da Assembleia Municipal;
 
9. Durante o mandato de 2016-2020, por algumas vezes, apanhei os transportes públicos – hiace – para me deslocar da Praia a Tarrafal para poder fazer-me presente em trabalhos da Assembleia Municipal ou para representar a mesma;
 
10. Durante o mandato 2016-2020, sacrifiquei parte da minha vida pessoal para responder aos compromissos da Assembleia Municipal e cumprir, de forma mais acaba possível, as funções para as quais jurei.
 
TO BE CONTINUED…
(Vamos por estes dias prestar contas à sociedade).