Primeira-Dama Diz-se Vítima de Ameaças e Insultos Públicos

Primeira-Dama Diz-se Vítima de Ameaças e Insultos Públicos

Lígia Lubrino Dias, mais conhecida por Lígia Fonseca, primeira-dama de Cabo Verde, numa conversa aberta numa das escolas da capital do país, lembrou que governo entra, governo sai, não se resolve o problema dos manuais escolares em Cabo Verde. Em razão disso, a primeira-dama de Cabo Verde clama por uma nova atitude dos políticos e insta os estudantes a tomarem posição perante esta situação. Uma atitude que lhe tem causado muitos desconfortos. É que a primeira-dama diz que, para além de ofensas nas redes sociais, tem vindo a receber ameaças, inclusive com chamadas anónimas pelo meio.

 

Na mensagem que Lígia Fonseca deixa na sua página no Facebook, há indícios de que, no seu entendimento, o problema está nos partidos políticos. Por isso, escreve que, "acima dos partidos políticos está o bem comum e a defesa dos direitos, liberdades e garantias”.

Dizendo que tem procurado agir, no espaço público com "prudência e sensatez, intervindo para ajudar a mudar o que acho que pode e deve ser melhorado, para não calar o que não podemos calar”, a primeira-dama de Cabo Verde denuncia aquilo que considera ser a fatura da sua atitude crítica: “a minha atitude já me custou muitos agravos, já me retiraram oportunidades de trabalho e até, não poucas vezes, alguns tiveram coragem de me querer ameaçar e amedrontar, para além dos que simplesmente vivem para falar mal da minha pessoa, (coitados(as)!. Desde ontem que, perante mais um apelo público para que Cabo Verde produza manuais escolares para todo o ensino secundário, que sou sujeita a todo o tipo de insultos nas redes sociais e até telefonemas anónimos recebi”.

A denúncia da primeira-dama encerra alguns problemas da democracia cabo-verdiana e de outras democracias em consolidação, onde a crítica é muito mal recebida pelos poderes ou por aqueles que virtualmente poderão exercer o poder.