Samia Suluhu Hassan é a Primeira Mulher Presidente da Tanzânia

Samia Suluhu Hassan é a Primeira Mulher Presidente da Tanzânia

Samia Suluhu Hassan foi a primeira vice-Presidente na história do país africano, e tomou posse esta sexta-feira, 19 de Março, como primeira mulher chefe de Estado do país.

Após a morte do Presidente tanzaniano, John Magufuli, na passada quarta-feira, a vice-Presidente do país, Samia Suluhu Hassan, tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de Estado neste país da África Oriental.

Nascida em 27 de Janeiro de 1960 em Zanzibar, com um pai professor e mãe dona de casa, Suluhu Hassan é mestre em Desenvolvimento Económico Comunitário pela Universidade Livre da Tanzânia e pela Universidade do Sul de New Hampshire, nos Estados Unidos da América.

Ao longo da carreira política, Suluhu Hassan desempenhou muitas vezes o cargo de ministra. Primeiro em Zanzibar, entre 2000 e 2010, como ministra das Mulheres e Juventude, depois do Turismo e Comércio, e, a nível nacional, foi ministra dos Assuntos Sindicais, sob o antigo Presidente Jakaya Kikwete.

Aos 61 anos, natural do arquipélago semi-autónomo de Zanzibar, Samia Suluhu Hassan tomou posse numa cerimónia transmitida pela televisão, na capital económica do país, Dar es Salaam, na qual participaram vários membros do governo e antigos Presidentes, incluindo Jakaya Kikwete.

De acordo com a Constituição da Tanzânia, a vice-Presidente deve ocupar a presidência do país até ao final do mandato de John Magufuli, que expira em 2025.

De acordo com as autoridades, o Presidente John Magufuli, de 61 anos,  estava internado num hospital desde a semana passada por doença e “tinha um problema cardíaco há vários anos”, mas um de seus principais opositores, Tindu Lissu, defendeu que faleceu vítima do coronavírus, uma semana antes do anúncio oficial do óbito.

Nas últimas semanas circularam rumores sobre o estado de  saúde de Magufuli, que davam conta de que teria procurado ajuda médica no estrangeiro, depois de ter sido infectado com a COVID-19.

Magufuli era um dos mais proeminentes negacionistas africanos da gravidade do novo coronavírus, chegou a afirmar que a Tanzânia estava “livre” de COVID-19.

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