Ilha de Santiago Fora do Estado de Calamidade

Ilha de Santiago Fora do Estado de Calamidade

A ilha de Santiago sai do estado de calamidade e associa-se às demais ilhas, todas em situação de contingência. Já a ilha do Fogo, que até ontem apresentou o maior número de casos ativos no país, mantém o estado de calamidade,  anunciou hoje o Primeiro-Ministro em Conferência de Imprensa. 

A ilha do Fogo, é a única que permanece no estado de calamidade, isto por causa da prevalência do nível de transmissão do vírus e o número de casos positivos por dia. Já a ilha de Santiago, pela “evolução muito positiva” verificada particularmente no Concelho da Praia, que era o principal foco de preocupação, passa-se para o estado de contingência.

Segundo o Chefe do governo, com a saída de Santiago do estado de calamidade, bares e esplanadas passam a funcionar até à meia noite. Vai ser permitido ainda o acesso e a frequência às praias balneárias das 06:00 às 18 horas, mas mantendo-se a observância de distanciamento físico e da etiqueta respiratória (uso de máscara). 

O governante regista com satisfação a evolução positiva nos últimos 14 dias de casos acumulados de  COVID-19 por  100 mil habitantes, que para o mesmo é um número inferior ao que é registado em muitos países Europeus. 

Durante o seu discurso, Ulisses Correia e Silva, adiantou que as ilhas do Sal e Boa Vista, registam apenas 5 e 10 casos positivos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, o que representa “um bom indicador” para a retoma do turismo nas respectivas ilhas. 

 O também Primeiro-Ministro anunciou que Cabo Verde é o terceiro país africano com o maior número de realização de testes em proporção da população, tendo sido realizados mais de 150 mil testes rápidos de anticorpos e PCR. “Isto só tem sido possível porque investimos e temos estado a investir em laboratórios, em aquisição de testes, em técnicos de saúde e em boas parcerias” enfatizou o PM. 

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Natal e Fim-de-Ano

Segundo o Chefe do Governo, tendo em conta o período pandémico que se vive torna-se necessário definir algumas medidas com vista a minimizar os riscos de propagação de contágio, são eles: “não haverá festas públicas ou em espaços públicos, normalmente promovidas no âmbito das festividades. As festas promovidas pelas Câmaras Municipais sobretudo na passagem de ano não vão ser permitidas, os convívios em contexto familiar devem acontecer apenas em família, preferencialmente entre coabitantes, até ao máximo de 15 pessoas”, sugeriu.  

Ficou definido também que nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, excepcionalmente, os estabelecimentos de restauração poderão funcionar até às 2h30 da manhã.

Ulisses Correia e Silva aproveitou o momento para apelar a população ao cumprimento das regras de prevenção da COVID-19. “Temos que baixar ainda mais o número de casos positivos a nível nacional e a nível de algumas ilhas, particularmente as ilhas do Fogo e São Vicente” precisou

PLS/Jornal Arquipélago